| Como a gastronomia entrou em sua vida?
Não tenho ninguém da área de gastronomia na família. Mas ela entrou na minha vida através do costume dos meus pais, que eram gourmets, apreciadores da boa mesa. Minha mãe adorava cozinhar e o meu pai conhece vinhos, gosta de experimentar novos sabores, o que guiou minha curiosidade para a cozinha. Quando recebíamos familiares e amigos, sempre acompanhava meus pais nos preparativos.
Como definiria a sua cozinha?
Minha formação é de cozinha francesa clássica e já passei por todas as ondas e vogas culinárias, desde a nouvelle couisine às fusões de gastronomias de todo o mundo. Do clássico à releitura, conheci todas as possibilidades. Hoje em dia, gosto de cozinhar aquilo que me dá prazer e que dê prazer aos meus clientes.
Sabemos que no início de sua carreira você foi chef de um navio de cruzeiro. Como é a experiência de comandar uma cozinha nestas condições?
A experiência de cozinhar em alto-mar foi incrível. O navio adotava um cardápio de preparos clássicos franceses e foi a minha oportunidade de retomar contato com técnicas e ingredientes da alta gastronomia tradicional, tendo que preparar uma grande quantidade de refeições e comandar uma equipe que fazia tudo para o serviço estar impecável. Além disso, viajando ao redor do mundo, tomávamos contato com culturas diferentes, alimentos novos, ingredientes interessantes. |