| Como se deu a sua iniciação na gastronomia?
O meu caminho foi simples: sou filho de donos de restaurantes. Passei a minha vida inteira na cozinha do restaurante dos meus pais e nunca tive vontade de ter outra profissão. Minha paixão por gastronomia vem de família. Uma das primeiras lembranças que trago da minha infância é que o meu pai me colocava nos fundos do restaurante e, para me distrair, me dava escargots para comer enquanto ele ficava tranquilo na cozinha. Depois, mais crescido, comecei a ajudá-lo. Eu nem saberia o que fazer da minha vida se não fosse para trabalhar em restaurante. Primeiro, trabalhei com o meu pai em Paris. Alguns anos mais tarde ele abriu um restaurante de peixes e frutos do mar em uma cidade do oeste da França. Os peixes e frutos do mar desde então se tornaram uma paixão.
E como o Brasil entrou na sua vida?
Eu sou muito criativo, gosto de criar pratos. Mas toda criatividade vem de alguma influência. Em meu cardápio tenho pratos clássicos, mas também procuro inovar utilizando novos ingredientes nos preparos tradicionais. Minha esposa costuma dizer que faço uma “comida de autor”. Ela se origina de uma base conhecida, mas em cima disso faço muitos testes para propor a minha leitura daquele prato e realizar algo diferente que me agrade e atraia os clientes.
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