A sociedade do excedente
Romeu Busarello, professor da ESPM e diretor da
incorporadora Tecnisa.
Como consumidores, vivenciamos uma época de abundância
jamais vista antes. Desfrutamos da possibilidade de realizar múltiplas
escolhas, já que são inúmeras as opções
de consumo, de oportunidades e de produtos e atividades que nos
atraem e encantam. Também experimentamos novos medos e
incertezas e nos deparamos com um mercado em constante ebulição,
impulsionado por uma concorrência cada vez mais acirrada,
mas pouco inovadora.
Estamos inseridos, portanto, no que podemos chamar de sociedade
do excedente – aquela na qual a grande oferta de produtos
e serviços acaba limitando um dos maiores motores da evolução
humana: a criatividade. Esse cenário de falta de inovação
tem impacto em nós mesmos, quando assumimos a posição
de consumidores. Mesmo diante de tantas opções,
muitas vezes ficamos entediados ao perceber que tudo é
muito parecido ou pouco inspirador. É cada vez maior nossa
ansiedade por algo novo no mercado, mas que nos surpreenda de
verdade. |